Entre os dias 15 e 18 de fevereiro, o clero diocesano juntamente com seu bispo, dom José Lanza Neto, participou do Retiro Anual, em São Pedro (SP), e contou com a assessoria de dom Angélico Sândalo Bernardino, bispo emérito da Diocese de Blumenau, e a presença de dom Antônio Celso Queirós, bispo emérito de Catanduva, ambos trabalharam pelo avanço de setores importantes na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).O itinerário proposto por dom Angélico foi por um duplo movimento na compreensão do ministério ordenado, o presbítero deve ser um homem de profunda mística, mas com o olhar voltado à realidade. “Cada um de nós é Palavra de Deus no tempo, porém somos ignorantes de nós, somos mistério”, ressaltou o assessor.
O convite a dom Angélico para conduzir o retiro foi intencional por sua experiência e seu esforço pelas vocações e ministérios ordenados na CNBB, assim afirma o padre César Acorinte, representante dos presbíteros da Diocese de Guaxupé. “Ele é um referencial para nós, sem mencionar o seu testemunho de vida. Já é o segundo retiro que ele prega para nós, o primeiro em 2000 e, agora depois de 16 anos, ele volta para nos ajudar novamente, sempre com algo novo, mas com o mesmo entusiasmo e a mesma alegria”.
Assunto central do retiro foi a fraternidade que deve ser a marca da experiência de fé cristã, não somente como elemento discursivo, mas vivida concretamente na vida. “Se nós não testemunharmos o amor não seremos reconhecidos como discípulos de Cristo, o fundamental da experiência cristã é o amor”, lembrou dom Angélico.Esse foi um dos pontos que mais chamou a atenção do coordenador diocesano de pastoral, padreHenrique Neveston. O padre destaca a relevância dessa parada dinâmica para reabastecer a fé e cultivar os valores essenciais do cristianismo. “Às vezes, somos formados [com uma mentalidade] e no nosso dia a dia acabamos usando a lei e não a misericórdia, o retiro serve para embasar a gente nesta via da misericórdia, sempre buscando na fonte, que é Jesus Cristo, o Senhor misericordioso, compassivo”.
A unidade presbiteral foi lembrada pelo padre Alexandre José Gonçalves, pároco da Paróquia São José em Machado. De acordo com o padre, a reunião do presbitério para rezar e refletir junto proporciona um momento de amadurecimento da fé e da vocação. “Um momento muito importante e bonito demais é o momento penitencial, onde cada padre procura um irmão de sacerdócio para obter a absolvição [sacramental] e quem sabe oferecer a mesma graça ao outro irmão”.
Dom Lanza ao fazer uma avaliação do retiro comentou a importância de reservar alguns dias para a oração pessoal e reflexão sobre o ministério presbiteral. “O retiro bem conduzido abre um leque de visões, de cenários da Igreja, nos capacita ainda mais para o trabalho pastoral e a missão, dando a cada um de nós também a nossa identidade de ministros do Senhor”.“Deve brotar em nós uma alegria de anunciar o Reino, de trabalhar pela Igreja, nos levando ao encontro de irmãos e irmãs para que nós possamos acolher melhor, despertar sentimentos de alegria e de esperança, para que o nosso povo sinta que nós fizemos juntos essa caminhada de Povo de Deus”, apontou o bispo como frutos cultivados a partir do retiro.
Fonte ; Site Diocese de Guaxupé